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Para todas as pessoas reais, que vivem num mundo real e que precisam lidar diariamente com os desafios da vida, existe um ramo da filosofia especialmente criado para nós: o estoicismo.
O estoicismo é uma filosofia cujo objetivo é tornar as pessoas mais resilientes, felizes, virtuosas e sábias – e, como resultado, melhores pais, profissionais e seres humanos.
O estoicismo tem sido adotado por grandes nomes da história ao longo dos seus mais de 2 mil anos de existência.
Essa filosfia foi praticada por reis, presidentes, artistas, escritores e empreendedores. O imperador Marco Aurélio, pensadores como Montaigne, Adam Smith e John Stuart Mill, presidentes domo George Washington, Thomas Jefferson e Theodore Roosevelt, militares e vários outros utilizaram essa filosofia como uma ferramenta para navegar pelas águas turbulentas da vida.
Mas o que é o estoicismo? Quem eram os estoicos? Como você pode ser um estoico? Respondemos a todas as suas perguntas e muito mais abaixo.
“Das pessoas, somente àquelas que reservam tempo para a filosofia são verdadeiramente livres. Elas não se contentam em apenas observar seus próprios dias, mas incorporam todas as eras em sua própria. Toda a colheita do passado é adicionada ao seu estoque.” — Sêneca
É incrível pensarmos que o diário de um imperador romano, cartas pessoais de um político e lições de um ex-escravo escritas por um aluno tenham sobrevivido mais de 2 mil anos e tenham chegado até nós. Mas , o mais incrível é perceber que esses escritos contém lições valiosas e talvez alguns dos pensamentos mais sábios de toda a humanidade.
O fato é que esses três documentos são a base do que conhecemos como estoicismo – uma filosofia grega que se desenvolveu em Roma e que foi praticada por ricos e pobres, ao longo de toda a história do ociente na luta pela busca de uma boa vida.
Até pouco tempo atrás, o estoicismo somente era conhecido por filósofos e era desconhecido ou mal compreendido pelas massas. Para as pessoas comuns, o estoicismo era um termo ligado a frieza, ausência de sentimentos, a coração de pedra. Além disso, a maioria das pessoas pensa que a filosofia é algo teórico, não prático. Estudar filosofia seria o mesmo que ficar discutindo o sexo dos anjos: não serve para nada.
Só que essa é uma das maiores injustiças que se pode cometer com a palavra estoicismo. Na verdade, estoicismo é uma ferramenta na busca da autodomínio, perseverança e sabedoria: algo que se usa para viver uma grande vida, em vez de algum campo inútil de investigação acadêmica.
Muitas das grandes mentes da história não apenas entenderam o estoicismo pelo que ele realmente é, mas o procuraram: George Washington, Walt Whitman, Frederico o Grande, Eugène Delacroix, Adam Smith, Immanuel Kant, Thomas Jefferson, Matthew Arnold, Ambrose Bierce, Theodore Roosevelt, William Alexander Percy, Ralph Waldo Emerson. Cada um leu, estudou e praticou o estoicismo em sua própria vida, e cada um encontrou nele uma fonte de força e orientação.
O que todos esses e inúmeros outros grandes homens e mulheres encontraram no estoicismo que outros perderam? Muito. Principalmente, que ele fornece a força, sabedoria e resistência emocional necessárias para todos os desafios da vida.
ATENÇÃO! Se você quiser se aprofundar no estoicismo e aprender como aplicar essa filosofia na sua vida, confira a primeira aula do meu curso gratuito de filosofia estoica no link abaixo:
Dentro do estoicismo, existe um elemento guia de todas as ações, chamado por eles de virtude. Ou seja, as virtudes são um filtro, são uma bússola que serve para você analisar as próprias ações e as ações dos outros e verificar se são ações adequadas ou inadequadas.
Em outras palavras, tudo o que acontece na vida, é um chamado do mundo para você responder à vida praticando uma das quatro virtudes estoicas que são: a coragem, a temperança ou moderação, a justiça e a sabedoria.
Marco Aurélio, ao tratar sobre as virtudes, disse: “Se, em algum momento de sua vida, você se deparar com algo melhor do que a justiça, verdade, autocontrole, coragem – deve ser realmente uma coisa extraordinária.”
Para os estoicos, não existia forma melhor para lidar com os desafios da vida do que agindo de forma virtuosa.
O mundo demanda ação, mudanças demandam ação, viver demanda ação. Tudo o que você deseja está do outro lado do medo.
Se você não tem coragem para agir, coragem para responder de peito aberto aos desafios da vida, você não será capaz de se tornar um ser humano melhor, você não será capaz de se aprimorar e terá passado pela desperdiçado a própria vida.
Marco Aurélio nos lembra que: “Não é a morte que um homem deve temer, mas ele deve temer nunca começar a viver.”
E tem um detalhe: para você começar a viver, você precisa parar de ter medo de agir, de decidir, de arriscar. Sem coragem, não se é livre e sem liberdade não se vive.
Embora coragem seja um requisito essencial para se viver uma boa vida, é importante ter em mente que tudo em excesso se torna um vício. Por exemplo, no caso da coragem, se ela for exagerada vira imprudência.
Mas essa regra não vale só para a coragem, ela vale para tudo na vida. O excesso é sempre prejudicial. Se você come de menos fica subnutrido, se come em excesso engorda. Se você não trabalha na vida, fica depressivo e não vê utilidade nos seus dias, se trabalha muito fica estressado.
Aristóteles tem uma percepção muito clara que a virtude e a boa vida está no caminho do meio, está em viver de acordo com o meio-termo.
Gosto muito da ideia de caminho do meio do budismo. Existe um texto que diz que para um Buda não há sobras e não há excessos, ele vive com a justa medida de tudo na vida.
É disso que se trata a virtude da temperança ou moderação: não fazer nada em excesso. Fazer a coisa certa, na quantidade certa e da maneira certa.
Porque, como disse Aristóteles: “Somos o que fazemos repetidamente, por essa razão, a excelência não é um ato, mas um hábito”.
É na disciplina, no hábito, na moderação que somos capazes de reconstruir o nosso ser e nos tornarmos grandes. E essa é uma grande notícia, porque significa que resultados impressionantes ou mudanças enormes são possíveis sem esforços hercúleos ou fórmulas mágicas. Pequenos ajustes, bons sistemas, processos certos – isso é maios do que suficiente para revolucionar nossas vidas.
Todas as virtudes estoicas se complementam, mas a justiça é uma virtude estoica que gosto demais porque ela influencia a forma como tratamos as outras pessoas.
Do que adianta você ser corajoso, moderado, lindo, rico, famoso, incrível se você trata os outros como lixo, se você não torna o mundo um local melhor.
Cícero, um filósofo romano, tem uma frase que gosto muito. Ele falava que devemos, sempre, nos: “Certificar de que sejamos fator de soma na vida dos outros.”
Ou seja, como devemos sempre buscar tornar o mundo um local melhor. Ao longo da história, os estoicos têm pressionado e defendido a justiça, muitas vezes com risco pessoal e com grande coragem, a fim de fazer a coisa certa e defender as pessoas e as ideias que amavam.
Um estoico vê o mundo de forma objetiva, de forma nua e crua… mas também vê claramente o que o mundo pode ser.
E então eles são corajosos e estratégicos o suficiente para ajudar a tornar o mundo um lugar melhor.
Coragem. Temperança. Justiça. São virtudes estoicas fundamentais. Mas tem um problema: como utilizadas na prática? Quais são as situações que exigem coragem? E qual é a quantidade certa? Como posso ser justo no trabalho? E em casa, com minha família?
E é aqui que entra a virtude final e essencial: a Sabedoria, o conhecimento, o aprendizado, a experiência necessária para navegar pelo mundo.
A sabedoria sempre foi valorizada pelos estoicos, inclusive eles à chamavam de virtude rei porque ela estaria acima das outras virtudes, orientado, guiando suas aplicações.
É fundamental estudarmos, mantermos a mente sempre aberta. Você não pode aprender aquilo que acha que já sabe, disse Epicteto. É verdade.
É por isso que precisamos não apenas ser estudantes humildes, mas também procurar grandes professores. Ler sempre, estudar sempre, treinar e praticar sempre. A mudança real e a sabedoria vem da experiência prática na vida.
O objetivo não é apenas adquirir informações, o objetivo é adquirir lições de sabedoria e incorporá-las em nosso ser, nos nossos pensamentos, nas nossas ações, nos nossos hábitos, na nossa vida.
Milhares de anos de insights brilhantes estão disponíveis para o mundo. Portanto, hoje, honre a virtude estoica da sabedoria, desacelerando, sendo deliberado e encontrando a sabedoria de que precisa.
ATENÇÃO! Se você quiser entender o potencial do estoicismo, assista o vídeo abaixo e responda as 8 perguntas estoicas e comece a se conhecer muito melhor. Eu te garanto que isso irá valer mais do que anos de terapia.
No estoicismo, uma dos conceitos mais úteis e fundamentais é a ideia da dicotomia do controle.
Essa prática nos manda diferençar entre o que podemos mudar e o que não podemos. A dicotomia do controle nos ajuda a olhar para o mundo sempre buscando encontrar onde temos poder de influência e onde não temos. Por exemplo, você não pode fazer parar de chover, mesmo que você esteja doido para curtir uma praia ou decidir não ficar doente. Ambas as ações acima estão fora do seu poder de controle, mas isso não significa que não existam outras questões onde você tem o poder de influenciar.
No caso da chuva por exemplo, você pode não ir para a praia, mas pode curtir um spa ou uma piscina indoor. No caso da doença, você pode procurar os melhores tratamentos possíveis. E se a doença for incurável, você pode buscar melhorar a sua qualidade de vida enquanto passa pela doença. Você pode mudar a forma como você se relaciona com a doença ou a forma sobre como você se relaciona com a morte. O ponto é que sempre existirão elementos que estarão sobre o nosso poder de ação. Sempre teremos ações a fazer.
Como dizia Epicteto:
“A principal tarefa na vida é simplesmente esta: identificar e separar assuntos para que eu possa dizer claramente a mim mesmo quais são aspectos externos que não estão sob meu controle e quais têm a ver com as escolhas que eu realmente controlo. Onde então procuro o bem e o mal? Não nas coisas externas incontroláveis, mas dentro de mim para as escolhas que são minhas. . .”
Em cada momento difícil que enfrentar, volte a essa questão: o que eu posso fazer para melhorar a situação e o que está fora do meu controle.
Faça um diário e reflita sobre isso constantemente.
Se você puder se concentrar em deixar claro quais partes do seu dia estão sob seu controle e quais não estão, você não apenas será mais feliz, mas também terá uma vantagem sobre as outras pessoas que não conseguem perceber que estão travando uma batalha invencível.
A oração de Reinhold Niebuhr sintetiza muito bem a questão:
Senhor, conceda-me a serenidade
para aceitar aquilo que não posso mudar,
a coragem para mudar o que me for possível
e a sabedoria para saber discernir entre as duas.
Vivendo um dia de cada vez,
apreciando um momento de cada vez,
recebendo as dificuldades como um caminho para a paz,
aceitando este mundo cheio de pecados como ele é,
assim como fez Jesus, e não como gostaria que ele fosse;
Confiando que o Senhor fará tudo dar certo
se eu me entregar à Sua vontade;
Pois assim poderei ser razoavelmente feliz
nesta vida e supremamente feliz na outra.
Amém!
No estoicismo, refletir sobre o seu dia em um diário é mais do que uma prática, é uma forma de meditação, é uma forma de refletir e aplicar a filosofia estoica diariamente sobre a própria vida.
Na vida, não é suficiente simplesmente ler livros ou ouvir aulas ou palestras, em vez disso, é preciso praticar as lições aprendidas, revisá-las, anotá-las e senti-las. E, para isso, não existe ferramenta melhor do que o diário estoico.
O estoicismo foi concebido para ser uma prática e uma rotina. Não é uma filosofia que você lê uma vez, entende suas ideias e, magicamente, sua alma se transforma. Não, aplicar o estoicismo é uma busca para toda a vida, é um trabalho que requer diligência, repetição e concentração. (Pierre Hadot chamou isso de exercício espiritual).
Como Sêneca explicou a seu amigo Lucílio:
“Examino meu dia inteiro e relembro o que fiz e disse, sem esconder nada de mim mesmo, sem deixar passar nada.”
Uma coisa eu te digo: é praticamente impossível ser estoico sem registrar seus pensamentos e seus dias em um diário. O estoicismo e o diário pessoal são dois elementos indissociáveis.
Uma das maiores fontes de sofrimento para o ser humano são nossas percepções. A forma como enxergamos a realidade e como a descrevemos mentalmente tem um impacto enorme nas emoções que iremos sentir em relação aos fatos.
Por isso, um dos exercícios fundamentais do estoicismo é não se deixar levar pelas primeiras impressões e nem assentir com seus pensamentos, sem antes passá-los pelo crivo da razão.
A mente, muitas vezes, mente para a gente e nos faz acreditar em pensamentos falsos e danosos.
Marco Aurélio tem uma citação famosa sobre o tema:
“Escolha não ser prejudicado e você não se sentirá prejudicado. Não se sinta prejudicado e você não foi. — Marco Aurélio
Um exemplo pode ilustrar bem a questão. Imagine duas pessoas indo para o trabalho de carro e uma bate no carro da outra. A primeira fala para si mesma que foi só um arranhão no carro, que é normal de vez em quando bater o carro, que isso é uma bobagem, que não é nada demais, que é só uma manchinha na pintura. A segunda fala que a batida é o fim do mundo, que a sua vida financeira que já estava péssima, agora, com a batida, não terá salvação, que a vida é péssima e que tudo dá errado para ela.
A situação ou os fatos são os mesmos para ambas as pessoas, mas qual delas você acha que terá uma reação emocional mais saudável em relação à batida? Com certeza a primeira. Isso é aplicar o estoicismo na prática.
Sêneca, que gozou de uma fortuna invejável, sugere que deveríamos reservar um certo número de dias por ano para praticar a pobreza. Praticar o desconforto voluntário nos ajuda a nos acostumar com pior e tira muito do medo imaginado das situações de desconforto que eventualmente poderemos enfrentar.
A ansiedade, o medo, a insegurança são emoções negativas que geralmente tem origem na incerteza e não na experiência. Quantas vezes nos surpreendemos resolvendo com facilidade problemas que na nossa cabeça eram monstros insolucionáveis. Aprender a se familiarizar com os piores cenários tem nos torna mais fortes e preparados para enfrentar as dificuldades da vida.
“É nos momentos de segurança que o espírito deve preparar-se para os momentos difíceis; embora a sorte lhe conceda favores, é hora de ela se fortalecer contra suas repulsas. — Sêneca
Pratique o que você teme, seja uma simulação em sua mente ou na vida real. E, ao praticar o que você teme, reflita e pense em formas de lidar melhor com a situação. Desenvolva mecanismos de lidar melhor com o que te faz medo.
O filósofo Friedrich Nietzsche descreveria sua fórmula para a grandeza humana como amor fati ou amor pelo destino. “Aquele que não quer que nada seja diferente, nem para frente, nem para trás, nem em toda a eternidade. E que não apenas suporta o que é necessário, nem se esconde do destino… mas o ama.”
Os estoicos não só estavam familiarizados com esta atitude como também a abraçavam.
Há mais de dois mil anos atrás, Epiteto, que enfrentou milhares de adversidades, tendo sido, inclusive, escravo, escreveu: “Não procure que as coisas aconteçam da maneira que você deseja, mas, em vez disso, deseje que o que aconteça da forma como acontecerá e então você será feliz.”
Viva cada momento, aprenda a aceitar o que não pode ser mudado e a viver bem independentemente do que tenha acontecido na sua vida. Isso é amar o destino, isso é amor fati.
Marco Aurélio, ao refletir sobre a fugacidade da vida, escreveu o seguinte lembrete:
“Percorra a lista daqueles que sentiram raiva intensa de alguma coisa: os mais famosos, os mais infelizes, os mais odiados, os mais o que quer que seja: onde está tudo isso agora? Fumaça, poeira, lenda…ou nem mesmo uma lenda. Pense em todos os exemplos. E quão triviais são as coisas que desejamos com tanta paixão.”
Lembre-se de quão pequeno você é. Pense nas dimensões do universo: em relação ao tempo, ele existe a bilhões de anos e continuará existindo por muitos bilhões para o futuro. Em relação ao espaço, a mesma coisa, só o universo observável tem 46 bilhões de anos-luz e continua se expandindo. A vida humana, nossos problemas cotidianos são completamente irrelevantes ao colocarmos eles diante da magnitude do cosmos.
Todas as nossas conquistas e derrotas são efêmeras e as possuímos apenas por instantes, na grande escala do universo.
“Preparemos as nossas mentes como se tivéssemos chegado ao fim da vida. Não adiemos nada. Vamos equilibrar as contas da vida todos os dias. …
Quem dá os retoques finais em sua vida todos os dias nunca tem falta de tempo.” – Sêneca
Em suas Meditações, o imperador Marco Aurélio escreveu que “Você poderia deixar a vida agora mesmo. Deixe que isso determine o que você faz, pensa e diz .”
Refletir sobre a morte não é algo deprimente, mas, ao contrário, é um exercício que nos ajuda a aproveitar a vida ao máximo. Justamente por termos consciência de que somos mortais, nós passamos a não desperdiçar mais a nossa vida com coisas insignificantes e que não agregam valor real para o nosso ser.
É justamente a consciência de que a vida é finita que nos faz dar o nosso máximo, na busca de aproveitar a vida da melhor maneira possível e com a maior intensidade possível.
“O que é inesperado tem um efeito mais devastador, o inesperado aumenta o peso de um desastre. Por essa razão, devemos garantir que nada nos pegue de surpresa. Devemos projetar nossos pensamentos à nossa frente a cada passo e ter em mente todas as eventualidades possíveis, em vez de apenas o curso normal dos acontecimentos… Ensaie-os em sua mente: exílio, tortura, guerra, naufrágio. Todos os termos da nossa sorte humana deveriam estar diante dos nossos olhos.” — Sêneca
A pré-meditação dos males é um exercício estoico que parece muito com uma gestão de riscos. O que os estoicos estão falando não é para que entremos em um clico de ruminação de pensamentos ruins e de problemas gerando ansiedade e estresse desnecessários.
O que eles querem é que, desde o ínicio das nossas ações, tenhamos consciência que as coisas podem dar errado e que já tracemos, de antemão, soluções possíveis para os problemas que iremos enfrentar. Ou seja, o que eles sugerem é que devemos fazer uma gestão de risco das nossas ações para nos prepararmos psicologicamente para o que der e vier.
Esse é um dos exercícios mais poderosos do kit de ferramentas estoicos para construir resiliência e força.
Sêneca, por exemplo, começaria revisando ou ensaiando seus planos, digamos, de fazer uma viagem. E então, em sua cabeça (ou no diário como dissemos acima), ele repassaria as coisas que poderiam dar errado e o que ele poderia fazer em relação a elas.
Ao fazer este exercício, Sêneca estava sempre preparado para a derrota e para a vitória.
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